Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog recolhe e organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Cientistas britânicos despertam musgo antártico congelado com mais de 1500 anos

Mäyjo, 18.03.15

Uma equipa de cientistas britânicos conseguiu  despertar musgo antártico congelado com mais de 1500 anos, anuncia um artigo na revista Current Biology. Até à data, as plantas mais antigas despertadas de um torpor causado por baixas temperatuuras tinham apenas cerca de 20 anos. O feito sugere que organismos multicelulares como as plantas podem sobreviver durante períodos ainda mais longos.

Na Antártida e no Ártico as condições agrestes fazem com que as comunidades vegetais sejam dominadas por musgos, capazes de entrar em letargia sob muito baixas temperaturas, que cobrem o solo formando extensos bancos.

Estes bancos apresentam uma camada superficial que, a cada verão, “acorda” do estado de letargia causado pelas baixas temperaturas do inverno, abaixo da qual existem múltiplas camadas de musgos que se foram acumulando dos últimos milhares de anos e que se encontram preservadas no permafrost, solo a temperaturas inferiores ao ponto de congelação da água.

Alguns dos bancos de musgos têm mais de 5000 anos, indica a BBC. O que o Peter Convey (British Antarctic Survey) e os colegas fizeram foi cortar um pedaço destas camadas de musgo profundas, atingindo uma profundidade de 138 metros.

Estas amostras foram levadas para laboratório, onde foi calculada a sua idade através de datação por rádio carbono e onde foram colocadas incubadora a 17 graus Célsius, temperatura que os musgos atingem normalmente no verão antártico.

Ao fim de três semanas, começaram a surgir novos rebentos nos musgos com mais de 1533 anos, revelando uma capacidade de sobrevivência e conservação da viabilidade extremas, que nunca tinham sido observada antes em plantas e que leva os investigadores a pensar que poderá haver outros casos de sobrevivência durante períodos ainda mais longos.

“A minha intuição diz-me que se observássemos uma gama de plantas [como os musgos] que têm esta tática [de torpor a baixas temperaturas], nas condições ideais poder-se-ia detetar casos como este remontando a épocas ainda mais antigas para diversos organismos”, afirmou Peter Convey à BBC.

Despertar Musgo

Até 2050, dois terços da população mundial viverão em cidades, afirma ONU

Mäyjo, 18.03.15

Relatório indica que mais da metade das pessoas no planeta já mora em ambientes urbanos

Tóquio ainda é a cidade mais populosa do mundo, com 38 milhões de habitantesFoto: Science Photo Library/Peter Menzel
Tóquio ainda é a cidade mais populosa do mundo, com 38 milhões de habitantes - Science Photo Library/Peter Menzel
 

Mais da metade da população mundial vive em cidades e até 2050 outras 2,5 bilhões de pessoas deverão se juntar às 3,9 bilhões que já estão nelas, principalmente em algumas das regiões mais pobres do planeta, o que representará um enorme desafio em áreas que vão de infraestrutura a emprego, passando por serviços básicos como saúde e educação. A conclusão é da revisão deste ano do relatório “Perspectivas da Urbanização Mundial”, produzido pela Organização das Nações Unidas e divulgado nesta quinta-feira.

-Administrar as áreas urbanas se tornou um dos mais importantes desafios do desenvolvimento no século XXI – diz John Wilmoth, diretor da Divisão de População do Departamento de Economia e Questões Sociais da ONU e responsável pelo relatório. - Nosso sucesso ou fracasso na construção de cidades sustentáveis será um fator importante para os avanços após a agenda de desenvolvimento da ONU de 2015.

Segundo o documento, hoje cerca de 54% da população global mora em áreas urbanas, proporção que deverá crescer para 66%, ou duas em cada três pessoas, até 2050. E grande parte deste crescimento se dará nas cidades e megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes em países da Ásia, África e América Latina, cujo número também está aumentando. Só Índia, China e Nigéria responderão por 37% da alta na população urbana mundial entre 2014 e 2050, acrescentando 404 milhões, 292 milhões e 212 milhões de pessoas respectivamente.

O relatório destaca ainda que em 1990 havia apenas dez megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes no mundo, que eram o lar de 153 milhões de pessoas, ou menos de 7% da população mundia. Já hoje são 28 megalópoles, onde estão 453 milhões de pessoas, ou cerca de 12% da população mundial. Destas, 16 estão na Ásia, quatro na América Latina, três na África e Europa e duas na América do Norte. Apesar disso, cerca da metade da população urbana global ainda está em cidades menores, com menos de 500 mil habitantes.